05/03/2012 - Thiago Moreno, de Riviera de São Lourenço (SP) / Fotos: Thiago Moreno e Divulgação / Fonte: iCarros
Números, números e números. Quando se fala do novo Audi RS3 há vários deles: quatro argolas, cinco cilindros, sete marchas e muito mais. Serão 30 unidades trazidas ao Brasil a um preço de R$ 299 mil. Para completar a numerologia do carro faltam apenas os 340 cv de potência e um 0 a 100 km/h em 4,6 segundos.
A versão Sportback do hatch alemão entrega muito no papel e o iCarros conferiu o quanto disso acontece na prática e descobriu um carro que vai além da cara de mau de seu conjunto de aerofólios e das rodas de 19 polegadas.
Coçando o pé direito
Com 45,9 kgf/m disponíveis já a partir dos 1.600 rpm, pode-se esperar um comportamento arisco do Audi RS3, mas não: a primeira impressão ao se virar a chave é a de um carro silencioso, quase convencional. A direção com assistência elétrica progressiva, em velocidades urbanas, é leve e ainda há a comodidade do câmbio S-Tronic de sete marchas que, na função automática, tem operação suave.
Mas, ao se abrir caminho por uma estrada, o pé direito coça e quer saber o que há por trás da ponteira de escape dupla que sai do motor 2.5 turbo de cinco cilindros da Audi. O carro responde rápido e o sistema quattro, da Audi, trabalha para distribuir a força entre as quatro rodas do carro.
Graças a esse sistema, o RS3 faz curvas bem, sem chegar ao limite dentro das velocidades permitidas nas estradas. O desempenho é muito bom para um A3, até mesmo um S3, mas este é um RS3 e essa letra a mais guarda uma carta na manga: com o câmbio na função Sport o motor trabalha em regimes mais altos de rotação e, assim, o ronco do cinco cilindros começa aparecer e, a velocidade, crescer.
Não acaba por aí, pois o carro ainda tem um botão que diz apenas S, mas muda muita coisa no carro. A começar pelo próprio barulho do motor, que fica mais grave e encorpado. A direção fica mais pesada e as respostas ao acelerador ficam rápidas para um pé direito que gosta de ver o que acontece quando se pisa até o fim do curso. Com essa função acionada, é possível se utilizar do sistema de controle de arrancada, que trata de grudar o motorista no banco com um soco nas costas sem o menor compromisso, cumprindo assim a aceleração de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos.
Para continuar com os números, o RS3 mede 4,3 metros de comprimento, 1,8 m de largura e 1,4 m de altura. O peso do conjunto é de 1.575 kg. A Audi limitou a velocidade máxima a 250 km/h. No tanque vão 60 litros de gasolina, que a montadora recomenda que seja de alta octanagem. O consumo declarado pela Audi é de 7,6 km/l na cidade e 14,7 km/l na estrada. Tudo isso emitindo 212 gramas de CO2 por quilômetro rodado. O porta-malas leva 302 litros, o que não é muito maior que o de um hatchback de entrada, mas estamos falando de um esportivo.
Tecnologia que você vê e que você não vê
Por trás do desempenho do Audi RS3 estão diversas soluções tecnológicas. Umas visíveis, outras não. É o caso do complexo sistema de comando de válvulas variável, responsável por entregar a potência quando necessário e tornar o motor mais econômico quando a pista não está livre.
O sistema de tração quattro, consagrado desde a década de 1980, trata de domar todos os 340 cv do motor que são atiçados por 1,2 bar de pressão da turbina. Além disso, para diminuir a tendência a sair de frente do carro, a Audi usou uma solução peculiar: pneus de larguras assimétricas. Na frente, a medida é 235/35 R19, enquanto o eixo traseiro tem pneus 225/35 R19. Segundo os engenheiros da montadora, ao deixar a traseira com um pouco menos de aderência na curva, neutraliza-se o sobresterço.
Morde e assopra
Mesmo se mostrando um carro rápido quando atiçado, o RS3 trata bem os ocupantes com ar-condicionado automático de duas zonas, bancos do tipo concha com revestimento em couro, sensor de estacionamento traseiro, sistema de áudio da marca BOSE, controle de cruzeiro e espelho interno eletrocrômico. A lista ainda continua e mostra que o Audi RS3 se esforça para ser um carro dócil quando preciso, mesmo deixando uma coceirinha no pé direito: é apenas saudade do ronco do motor.
Test-drive realizado a convite da Audi.
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