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Novo VW Jetta: segue o líder (o Corolla no caso)

Sedã médio da marca se renova, muda de perfil e vai de encontro com os interesses de quem busca os líderes do segmento

21/09/2018 - Thiago Moreno / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

O segmento de sedãs médios no Brasil é um dos mais conservadores. Prioriza itens como conforto, manutenção, um visual mais tradicional e desvalorização. Tanto que o Toyota Corolla é o líder nesse mercado há anos exatamente por marcar muitos pontos nesses quesitos. O Jetta era diferente. Era. Agora, o modelo da Volkswagen está indo de encontro com os interesses dos consumidores desse segmento que, mesmo em queda, ainda é muito relevante. O Jetta renovado é oferecido em duas versões: Comfortline (R$ 109.990) e R-Line (R$ 119.990).

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 O que mudou?

Agora feito sobre a plataforma MQB, o Jetta está 1 cm maior no comprimento, 3 cm mais largo e a altura permanece a mesma. O entre-eixos foi alongado em 4 cm, enquanto o porta-malas manteve os bons 510 litros de capacidade. O conjunto mecânico também passou por mudança, já que agora o 1.4 TSI passa a ser flex e rende 150 cv e 25,5 kgfm de torque. A transmissão é automática de seis marchas.

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Em termos visuais o que mais se destaca no novo Jetta é a maior quantidade de vincos na carroceria e o estilo mais esportivo. A dianteira é dominada pela nova grade frontal larga e cromada, que acompanha os faróis.  Apesar de ter mantido o perfil tradicional de sedã, o Jetta novo apresenta um vidro traseiro mais inclinado e traseira mais alta. O resultado lembra o Virtus. As lanternas são finas e dotadas de LED e contam com um recorte na parte inserida na tampa do porta-malas que não estava presente no modelo antigo. O para-choque ficou mais esportivo e agora incorpora as saídas de escape (decorativas) na versão R-Line.

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Por dentro, o Jetta manteve apenas o volante, manopla de câmbio e comandos do ar-condicionado, que são padrão na linha Volkswagen. O estilo geral é bem próximo ao do Polo, com painel horizontalizado e central multimídia visualmente integrada ao painel de instrumentos (que pode ser totalmente digital). Até mesmo o porta-copos sextavado do Polo/Virtus foi parar no Jetta.

Ficha técnica

Usando a mesma plataforma MQB da família Golf, o novo Jetta agora mede 4,70 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,47 m de altura e tem 2,69 m de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para abrigar até 510 litros de bagagens e o sedã tem peso em ordem de marcha declarado de 1.331 kg.

Sob o capô está o mesmo trem de força do Golf: 1.4 turbo flex com injeção direta de combustível. Seja com etanol ou gasolina, o propulsor entrega 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque. A única opção de câmbio, assim como no Golf 1.4 é automática convencional de seis velocidades.

Itens de série

Comfortline (R$ 109.990) - Ar-condicionado automático de duas zonas, seis airbags, faróis e luzes diurnas com lâmpadas de LED, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampas, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, central multimídia com tela de oito polegadas e conectividade via Apple CarPlay e Android Auto, rodas de liga leve de 17 polegadas, volante com ajuste de altura e profundidade, bancos de couro, frenagem de emergência para manobras de ré, seletor de modo de condução e bloqueio eletrônico de diferencial.

Opcional: teto solar elétrico (R$ 4.990)

R-Line (R$ 119.990) - adiciona painel de instrumentos digital, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, frenagem pós-colisão, farol alto automático, rodas de liga leve de 17 polegadas, detector de fadiga e alerta de distância.

Opcional: teto solar elétrico (R$ 4.990)

Impressões: A Corollação do mundo

Enquanto Civic e Corolla ostentavam um visual um pouco mais conservador, a disputa entre Honda e Toyota era acirrada. Com a chegada da décima geração do Civic, com visual bem mais esportivo e baixo, o Corolla dominou. Esse é o tanto de conservadorismo que domina o segmento de sedãs.

O Jetta, apesar de nunca ter atingindo os números de vendas desses dois rivais, conseguia se diferenciar um pouco por seu desempenho e uma tocada mais esportiva. Afinal, nas versões 2.0, era praticamente um Golf GTI sedã. Isso abriu um mercado de compradores mais jovens que, por sua vez, criaram uma cultura de modificações de performance para o Jetta. Podia não ser o mais vendido, mas conseguia se identificar com um público maior, tinha um tempero a mais que falta no segmento dos sedãs médios.

E agora, o que aconteceu? O Jetta cresceu, ficou mais confortável e conservador. Nada de câmbio de dupla embreagem, suspensão mais firme e direção conectada do antigo. O sedã da VW agora focou em deixar sua viagem mais tranquila e silenciosa, filtrando mais as imperfeições do solo. Na contrapartida, está rolando mais nas trocas de direção. Nada preocupante, afinal estamos em 2018 e faz tempo que eu não guio um carro que dá medo de fazer curvas. Mas ele não está mais tão afiado quanto era na geração anterior.

O mesmo vale para o casamento do motor com o câmbio. O novo Jetta até arranca com vigor e viaja com tranquilidade a velocidades até superiores a 120 km/h se você quiser. Tudo isso sem exigir correções ou deixando qualquer ruído entrar na cabine. Mas esticar as marchas e aguardar trocas (ou reações) mais rápidas do câmbio mostrava que o Jetta não estava mais em sua zona de conforto.

De maneira alguma é um carro que piorou. Ele só perdeu o “algo a mais” que o diferenciava no mar de escolhas conservadoras que é o segmento de sedãs médios. E esportividade verdadeira é um “algo a mais” que ninguém busca nesse mercado.

De críticas mesmo, apenas à falta de uma versão abaixo de R$ 100 mil, o acabamento mais simples no banco traseiro e a falta de saída de ar-condicionado no banco traseiro, algo que Polo e Virtus trazem. A diferença é que os dois últimos tiveram forte influência sul-americana no projeto. O Jetta não e, fora daqui, uma saída de ar não é tão valorizada.

Outra vítima dessa “globalização” do Jetta, que é feito em Puebla, no México, são as aletas para trocas de marcha em modo manual atrás do volante. Assim como lá fora, os carros equipados com motor 1.4 não trazem o equipamento nem como opcional. Vale lembrar que o Gol (sim, Gol, não o Golf) tem esse equipamento.

Conclusão

Se o sedã que guiei não tivesse um emblema “Jetta” no tampão, teria gostado muito do carro. Preço dentro da concorrência, um visual mais limpo e marcante, muito conforto ao rodar e um desempenho que acompanhava essa proposta.

Mas, tendo andado no Jetta anterior, faltou um sal na boca. Eu entendo a posição da VW, de mirar seu produto de encontro com os interesses do segmento, e realmente espero que a estratégia dê certo, pois o Jetta saiu de “outsider” para “mainstream”.

E deve ficar assim até o Jetta 2.0 (que tem as borboletas atrás do volante) chegar. “Que Jetta 2.0?”, vocês perguntam. “Usem a imaginação e olhem o site da VW americana”, respondo.

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