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Novos motores dão mais fôlego ao Classe C

Com injeção direta e turbo no lugar do compressor, linha CGI promete reduzir consumo de combustível em 12%

30/09/2010 - Fernando Pedroso, de Ribeirão Preto (SP) / Fonte: iCarros

A Mercedes-Benz apresentou a nova linha de motores do Classe C, a CGI, com injeção direta e turbo no lugar compressor. Com a mudança, o motor 1.8 ganhou mais torque. O modelo de entrada do carro-chefe da marca no Brasil é o C180, com 156 cv de potência e 25 kgfm de torque máximo. O sedã é vendido em versão única por R$ 114.900, R$ 2.000 a mais que o antigo C180 K, que segue sendo vendido até acabar o estoque, previsto para o fim de outubro.

O C200 carrega o mesmo 1.8, só que com 184 cv de potência e 27 kgfm de torque máximo. A diferença está na programação do gerenciamento do motor. O turbo, nos dois motores, tem a mesma pressão, de 1.2 BAR, mas ele entra em ação aos 1.600 rpm no C180 e aos 1.800 rpm no C200. O Classe C mais potente é vendido na versão Avantgarde, por R$ 149.900, e Sport, por R$ 175 mil.

A configuração Sport se diferencia pelo kit AMG, que inclui rodas especiais, adereços aerodinâmicos, volante de três raios e troca de marchas por borboletas atrás do volante. O C200 vem também com ajustes elétricos dos bancos com memória, portas revestidas em couro e controle de estabilidade.

Os dois modelos têm tração traseira e transmissão automática de cinco velocidades. As trocas podem ser manuais, mas com movimentos na horizontal, característica incômoda da Mercedes-Benz.

Todas as opções são vendidas com freios ABS, airbags frontais, laterais e de janelas, ar-condicionado automático de duas zonas e CD-player com disqueteira para até 20 CDs. Teto solar, bancos de couro e direção com assistência elétrica também são itens de série.

Tecnologia para reduzir consumo

Os carros equipados com os motores CGI ganharam o selo BlueEFFICIENCY, designação da Mercedes para um pacote de medidas para reduzir o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de poluentes. Além da injeção direta que, por si só, já ajuda a reduzir o apetite dos quatro cilindros, o Classe C também recebeu outros itens para ajudar neste sentido.

Os espelhos retrovisores externos, por exemplo, foram redesenhados para oferecer menor resistência aerodinâmica. A grade do radiador tem aletas com novo desenho para refrigerar melhor o motor. Os pneus também foram modificados para ter menor resistência de rodagem. Até o motorista precisa ser readequado com a filosofia de gastar pouco e, para isso, o painel traz um medidor de consumo instantâneo para auxiliar na re-educação do modo de direção.

Segundo a Mercedes-Benz, o pacote garante economia total de 12,1% no consumo de combustível. A média do C180 fica em 14,3 km/l e do C200 em 13,8 km/l. Só que estes números foram medidos seguindo as normas e a gasolina européia. No Brasil, tendem a cair por causa do álcool adicionado ao derivado de petróleo.

Torque em baixa e diferença pequena entre os dois


Ao volante, é muito difícil notar as diferenças entre C180 e o C200. O motor 1.8, nos dois carros, impressiona logo na saída, com bom torque em baixa e aceleração rápida. As trocas de marcha são um pouco lentas e às vezes o câmbio demora a acordar. Nessas horas, as borboletas atrás do volante do C200 Sport fazem a diferença.

No C180 também faz falta o ESP para quem quiser andar em um ritmo mais forte. Em uma tocada mais branda, no entanto, fica difícil tirar o sedã da linha. A posição de dirigir é boa e bancos e volantes têm várias opções de ajustes. A direção é direta e a suspensão se adapta ao tipo de piso, mantendo o sedã sempre entre o conforto e a estabilidade.

Dirigindo tanto o C180 como o C200, nota-se que a diferença no desempenho é muito pequena para compensar os R$ 35 mil de diferença entre um e outro. Mesmo sem ESP, o motor menos potente satisfaz o potencial comprador do Classe C.

Classe C quer liderança e 40% da marca

Com a nova linha CGI, a Mercedes quer fechar 2010 recuperando a liderança do segmento perdida no ano passado para o BMW Série 3. Até agosto, o sedã teve 2.035 unidades vendidas contra 1.966 do rival. O Audi A4, no mesmo período, ficou em apenas 678 carros.

Com os carros comercializados até então, o Classe C é dono da fatia de 30% de todas as vendas da marca. O objetivo é chegar aos 40% neste ano. O recorde aconteceu em 2008, com 35%.

Viagem feita a convite da Mercedes-Benz
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