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Chery Face atrai pelo custo-benefício

Compacto chinês custa R$ 30.900 e já vem com um bom pacote de equipamentos, mas peca no acabamento e desempenho

06/08/2010 - Fernando Pedroso, de Itu (SP) / Fonte: iCarros

Imagine um carro compacto com motor 1.3, ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, freios ABS, trio elétrico e CD player com MP3 e USB. Sai caro? Pois a Chery colocou no mercado há dois meses o Face, um compacto chinês com todos estes equipamentos ao preço de R$ 31.900. Com o mesmo nível de equipamento, o Fiat Uno 1.0 custa R$ 36.473. Este é o terceiro lançamento da marca chinesa no País, depois do SUV Tiggo e do Cielo (nas opções hatch e sedã).

O Face é um hatch com estilo de minivan, com a frente inclinada e posição mais alta de dirigir. Os faróis são afilados e sobem em direção do para-brisa. As lanternas traseiras ficam na posição vertical e têm formato irregular. As laterais chamam a atenção pelas grandes áreas envidraçadas e pelo rack no teto.

Por dentro, o Face tem bom espaço longitudinal. Os passageiros acomodam bem as pernas, mesmo no banco de trás. Na transversal, no entanto, quem vai atrás não vai conseguir acomodar bem os ombros. Três adultos juntos não se sentam no compacto. Em viagens longas, todos podem se cansar por causa da falta de conforto dos bancos.

O tecido amarelo dos bancos e portas tem um tom chamativo causam fadiga aos olhos. O couro, vendido como acessório de concessionária, é essencial. Quem também quer chamar a atenção é a iluminação do painel em um azul forte. O rádio possui uma tela grande no console central e mostra letras exageradas.

O acabamento tem falhas nos encaixes e na qualidade de algumas peças. Por outro lado, o desenho é agradável, com linhas arredondadas. Os instrumentos possuem uma tela circular bem no meio do velocímetro, um charme a mais do carrinho. Destaque para o freio de mão com um estilo diferente do usual, com uma placa de plástico no lugar da alavanca.

Desempenho decepciona

Dirigindo o Chery, fica fácil perceber onde a fabricante chinesa erra. A posição de dirigir é incômoda, aliada ao banco estreito e desconfortável. A direção é leve, mas o volante falha na pegada pouco ergonômica. O câmbio é impreciso e mal escalonado e não casa com o motor 1.3 de 84 cv a gasolina.

Por falar no propulsor, além de ruidoso, é lento de saída. Ao arrancar com o compacto, é preciso deixar o giro subir até próximo dos 4.000 rpm, quando o torque máximo de 11,44 kgfm é atingido. Para fazer uma ultrapassagem, uma terceira marcha é pra lá de necessária. Apesar de ser 1.3, o bloco se comporta como um 1.0.

Mesmo com esses defeitos, a Chery espera vender 6.000 unidades do carro até o final do ano. “O Face é a grande aposta da marca no Brasil”, disse Luis Curi, CEO da empresa. Mesmo com motor a gasolina, o modelo deverá brigar no mercado com carros como Volkswagen Fox e Renault Sandero, segundo a própria fabricante.
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