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VW Jetta e Touareg 2015 chegam em abril

Estrelas no estande da Volkswagen durante o Salão do Automóvel, Jetta e Touareg 2015 chegam às lojas em abril

25/02/2015 - Texto: Thiago Moreno / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros

Em outubro de 2014, durante o Salão do Automóvel, a Volkswagen já havia cantado a bola: tanto o Jetta quanto o Touareg receberiam pequenas modificações visuais para 2015. Para o sedã também está prometida a produção nacional (o modelo é importado do México) e uma nova motorização para substituir o 2.0 flex das versões de entrada.

As promessas, porém, ainda precisam ser cumpridas, pois o Jetta 2015 permanece tão mexicano quanto a Tequila. Agora conta com três opções de acabamento: Trendline (novidade) de entrada, a intermediária Confortline e a topo de linha Highline. Nas configurações do Touareg, a V6 continua como modelo de entrada e a V8 virá apenas com a roupagem esportiva R-Line. As novidades começam a desembarcar no Brasil no final de março, com as vendas tendo início no começo de abril. Confira o que mudou nos modelos.

Jetta: enquanto o brasileiro não vem

Ainda importado do México, o Jetta recebeu apenas alterações visuais que abrangem faróis, lanternas, grade e para-choques. Segundo Axel Schröder, diretor de marketing da Volkswagen do Brasil, “as mudanças serviram para deixar o visual do carro mais largo e baixo”. Mas, na vida real, é preciso olhar com atenção para perceber as mudanças.

Porém, a prometida produção nacional do modelo e um novo motor estão no horizonte: “O Jetta terá motor 1.4 turbo (usado no Golf) e será fabricado no Brasil, mas quais versões serão feitas por aqui é assunto mais para o meio de 2015”, afirmou o executivo.

A versão Trendline, novidade para 2015, é a configuração básica do modelo e servirá para atrair compradores com um preço inicial de R$ 75 mil, sendo que o valor exato dos modelos será divulgado apenas com o início das vendas.

Entre os itens de série, o Jetta de entrada traz direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos nas quatro portas, quatro airbags, central multimídia com conectividade via Bluetooth, USB, SD e entrada auxiliar e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro. A Confortline acrescenta frisos cromados na grade, controle de cruzeiro e volante multifuncional com controles do rádio e borboletas para trocas manuais de marcha. Os bancos são de tecido e as rodas têm 16” para as duas versões, sendo que a última pode ter bancos de couro e rodas de 17” opcionalmente.

Ambas trazem sob o capô um motor 2.0 8V flex de 120 cv e 18,4 kgfm com etanol. Rodando com gasolina, o modelo gera 116 cv e 17,7 kgfm. A única opção de câmbio é um automático de seis velocidades. Pesando 1.305 kg, a VW afirma que o carro acelera de 0 a 100 km/h em 10,6 segundos e atinge a velocidade máxima de 200 km/h com etanol.

Já o Highline, topo de linha, adiciona mais dois airbags à lista de itens de série, faróis de neblina, bancos de couro, rodas de 17”, ar-condicionado automático de duas zonas de temperatura, controles de estabilidade e de tração e tela multimídia sensível ao toque no lugar do rádio.

A motorização também segue exclusiva: 2.0 16V turbo a gasolina de 211 cv e 28,6 kgfm trabalhando em conjunto com um câmbio de dupla embreagem com seis marchas. Pesando 1.376 kg nessa configuração, os dados de desempenho da montadora mostram uma aceleração de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos com velocidade máxima de 241 km/h.

As três versões compartilham as mesmas medidas: 4,7 m de comprimento, 1,8 m de largura, 1,5 m de altura e 2,6 m de entre-eixos. No bagageiro, o Jetta possibilita acomodar até 510 litros de malas.

Como anda - O iCarros guiou o Jetta Trendline, versão básica que estreia em 2015. Quando se lê básica não é força de expressão. O carro vem com poucos mimos a mais que um Voyage, sedã compacto que, se visto nas versões mais caras, tem até mais equipamentos. O volante é simples, sem comandos remotos, enquanto os bancos dianteiros não possuem porta revistas para os passageiros. O painel conta com material macio ao toque, mas o restante da cabine é coberta por plástico rígido, inclusive nas laterais do encosto do banco traseiro. Por fora, as diferenças em relação ao modelo 2014 são poucas e, sem o acabamento cromado na grade (disponível a partir da Confortline), a peça fica apagada.

O motor 2.0 flex, mesmo abastecido com etanol, precisa de esforço para arrastar o carro, o que resulta em acelerações e retomadas de velocidades mais lentas. O câmbio automático, apesar de não ser tão moderno quanto o DSG, não comprometeu o desempenho, oferecendo trocas rápidas e suaves.

Outro ponto que pode ser revisto no Jetta nacional é o uso do sistema de direção hidráulico: além de roubar a potência do motor, que já não é tanta, acaba sendo pesada em manobras e, em velocidades mais altas, não ganha peso e deixa o carro arisco para qualquer movimento no volante.

Dito isso, vale ressaltar que, em velocidades de cruzeiro (leia-se 120 km/h), o Jetta oferece bastante conforto para todos os passageiros, absorvendo bem as ondulações do asfalto e sendo bem isolado acusticamente mesmo na versão de entrada. Com o mesmo chassis e com a mesma suspensão independente nas quatro rodas que aguenta os 211 cv do motor 2.0 turbo da Highline, o Jetta Trendline passa segurança nas mudanças de direção.

 Vai vender? - Com um preço inicial de R$ 75 mil, o novo Jetta está cerca de R$ 5 mil reais mais caro que seus principais concorrentes (Toyota Corolla e Honda Civic, que possuem motorização 1.8 nas versões de entrada) já com câmbio automático. Com poucas alterações, o modelo terá um caminho árduo para segurar as vendas em tempos de mercado em crise até que a versão nacional finalmente chegue.

Touareg: Carro grande, mudanças pequenas

O grandalhão Volkswagen Touareg também teve pequenas alterações para 2015. Além de novos faróis bixenônio, lanternas, grade e para-choques, pouco mudou. Por dentro há um novo display de informações junto ao painel de instrumentos. As motorizações permanecem sendo a 3.6 V6 com injeção direta a gasolina de 280 cv e 37 kgfm e a 4.2 V8 também de injeção direta a gasolina com 360 cv e 45,4 kgfm. Ambos os propulsores contam com uma transmissão automática de oito velocidades e sistema de tração integral.

Agora a motorização V8 é acompanhada apenas pela roupagem esportiva R-Line, que inclui inscrições “R” nos bancos de couro e rodas de 20” em substituição às de 19” da versão de entrada V6. O modelo menor conta com ar-condicionado de duas zonas, enquanto o sistema do R-Line V8 oferece quatro áreas de controle para a climatização. De série, ambas as configurações trazem bancos dianteiros com regulagem elétrica e aquecimento, tela multimídia sensível ao toque, seis airbags, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, controles de estabilidade e de tração e suspensão pneumática ajustável.

No papel, a diferença de peso é pequena: 2.023 kg no Touareg V6 contra 2.075 kg no V8. Mas, em desempenho, o primeiro acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos com máxima de 228 km/h, contra 6,5 segundos e 245 km/h, respectivamente, para o último.

As dimensões do Touareg permanecem generosas, com 4,8 m de comprimento, 2 m de largura, 1,7 m de altura e 2,9 m de entre-eixos. O porta-malas oferece 580 litros de espaço para bagagens.

Como anda? - Desta vez, a avaliação aconteceu com o Touareg V8 R-Line, mais completo, e com todos os opcionais equipados. Os itens extras vão desde caixas de som aprimoradas e teto solar elétrico panorâmico a complexos sistemas de segurança com câmeras para auxiliar nas manobras, piloto automático adaptativo e monitoramento de ponto cego, entre outros.

A suspensão pneumática pode elevar o vão livre em relação ao solo de 17,5 cm para 30 cm ao se girar um botão no console, o que ajuda em situações em que o asfalto acaba. Além disso, o sistema vai rebaixando o carro automaticamente conforme a velocidade aumenta para melhorar a aerodinâmica do carro. No bagageiro, há um botão responsável por colocar a traseira do grandalhão mais baixa, facilitando a carga e descarga do compartimento.

Mesmo com o motor maior, o SUV não é nenhum foguete, mas o V8 e seus mais de 45 kgfm de torque fazem milagre para mover as duas toneladas do Touareg com agilidade respeitável. E ponto positivo novamente para a suspensão, com três níveis de firmeza para as ruas, se adaptando às demandas do motorista.

Vai vender? -  O Touareg mudou pouco, mas nem precisava, pois já oferece um pacote com bom desempenho, conforto, segurança e itens de série. Só não espere uma unidade do modelo, mesmo a V6 de entrada, sair por menos de R$ 250 mil das lojas.


 

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