09/09/2016 - Thiago Moreno, de Stuttgart (ALE) / Fotos: Divulgação / Fonte: iCarros
"Em 2020, a Mercedes-Benz será muito diferente do que é hoje", afirmou Volker Mornhinweg, chefe da divisão de vans da marca durante a apresentação global da Vision Van. A novidade, um protótipo que revela a visão da Mercedes para o futuro desse tipo de veículo comercial, segue a linha dos demais produtos batizados dessa forma: os "Vision" dificilmente geram um veículo de produção, mas seu conceito serve de inspiração para as próximas gerações de modelos que vão integrar a linha do fabricante. O iCarros foi até Sttutgart, na Alemanha, ver no detalhe o que a Mercedes pensa sobre o futuro das vans e como isso impactará o segmento.
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Vision Van: a banda de um homem só
O que mais chama a atenção na Vision Van é a incorporação de dois drones autônomos no teto. O conceito é o seguinte: geralmente, os últimos quilômetros da entrega são os mais complicados, com ruas estreitas e dificuldade para encontrar vagas grandes o suficiente para acomodar a van. Ao invés de perder tempo com isso, o operador carrega o pacote no drone num local próximo e o equipamento faz a parte final da entrega retornando após o serviço.
Nos locais onde não há necessidade de usar o drone, o motorista pode pegar os pacotes de entrega por dentro da cabine, pois um sistema robotizado tira o item a ser entregue da área de carga e o coloca numa janela interna. Um esquema de prateleiras sobre trilhos carrega a van automaticamente, com os itens posicionados conforme a ordem de entrega de acordo com a rota otimizada preparada para o motorista antes da saída.
Por ser um veículo conceito, a Mercedes-benz Vision Van apresenta muito mais ideias que dados técnicos. O que se sabe é que a van é elétrica, com um motor de 75 kW de potência que pode entregar até 150 kW por um breve período. O torque é 27,5 kgfm. A autonomia pode variar entre 80 km e 270 km. A velocidade máxima da Vision Van é 120 km/h, mas é limitada a 80 km/h tendo em vista que seu uso será mais urbano. Como o sistema elétrico é silencioso e não polui, a Vision Van não precisa atender às regras de emissões de poluentes e ruído, restrições cada vez mais presentes nas cidades europeias, onde carros poluentes já não podem entrar no centro de algumas municipalidades.
Falando em área de carga, como o sistema de propulsão elétrico toma menos espaço, a cabine pode ser montada em posição mais avançada, aumentando o espaço útil na traseira. Para liberar ainda mais espaço, não há volante ou pedais para acelerador ou freio. Todos os comandos são feitos por um joystick. "A Vision Van pode ser autônoma, pois o sistema de joystick já permite uma condução semi-autônoma", declarou Mornhinweg. O painel central é totalmente digital e tanto a lanterna traseira como a grade frontal possuem lâmpadas de LED. A função delas é se comunicar com o ambiente, avisando da decolagem e pouso de drones ou da abertura de portas, por exemplo.
O que isso impacta nos veículos comerciais da Mercedes?
"Hoje somos apenas mais um fabricante de veículos comerciais. Agora, queremos ser um provedor de soluções de transporte de cargas e pessoas", disse Mornhinweg ao anunciar um investimento de 500 milhões de euros (mais de R$ 1,8 bilhão) na mudança de postura da divisão comercial da Mercedes.
Frutos desse novo pensamento também foram apresentados junto à Vision Van. Os projetos variam entre o compartilhamento de veículos comerciais, como uma espécie de "Uber" para entrega, aplicativos de transporte público feitos por vans particulares, monitoramento e melhoramento da eficiência dos motoristas ao volante, aperfeiçoamento do uso do espaço de carga e até o carregamento autônomo do veículo, que já pode ser visto funcionando no mundo real. Todos os projetos foram concebidos pela Mercedes-Benz ou por empresas start-ups de vários países do mundo.
Volker Mornhinweg compartilhou com a imprensa brasileira quais são os obstáculos e desafios no futuro das vans comerciais. Primeiro é preciso deixar claro que o executivo não confirmou se o visual da Vision Van influenciará as novas Sprinter ou demais veículos comerciais da marca. "No futuro, teremos espaço tanto para os veículos com motor de combustão interna em longos trajetos como para os elétricos dentro dos grandes centros urbanos. A propulsão híbrida não faz sentido para o veículo comercial, pois, além de ocupar um espaço valioso dentro do carro, acaba saindo mais caro por ter dois sistemas diferentes de propulsão. O custo total de propriedade de um veículo comercial é um dos pontos mais importantes para o usuário".
Viagem a convite da Mercedes-Benz
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